AMPILCINA
Informações Técnicas:
A Ampicilina é estável em meio ácido, portanto,
bem absorvida em administração oral, porém
sofre destruição pela beta-lactamase produzida
por bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, sendo
assim inativadas por muitos estafilococos.
Mecanismo de Ação:
Um dos principais fatores de proteção microbiana,
a parede celular, pode ser o ponto de ação de
vários antibióticos, como é o caso das
Penicilinas, cuja estrutura química básica está
formada por um núcleo (o ácido 6-aminopenicilâmico)
e de cadeias laterais, que fazem variar o espectro de ação,
a resistência bacteriana, assim como a estabilidade da
molécula.
O anel lactâmico das penicilinas, é obtido através
de processos biotecnológicos, sofrendo em seguida o acréscimo
de radicais, às cadeias laterais resultando no grupo
das penicilinas semi-sintéticas, à exemplo do
grupo das aminopenicilinas, que são ativas por via oral
e parenteral, que apesar de largamente utilizadas, mantêm
boa ação, contra a maioria das bactérias
Gram-positivas, com exceção das produtoras de
penicilinase.
Farmacocinética:
Uma dose oral de 500 mg, produz picos de concentração
no plasma de 2,5 a 5mg/mL em 2 horas, com um aproveitamento
de mais de 60 %. Porém, quando usada após a ingestão
de alimentos, tem esta absorção reduzida e meia-vida
de menos de 2 horas. Apresenta boa penetração
nos vários tecidos, inclusive no líquor, na presença
de inflamação. Também se difunde bem, atravessando
da placenta, podendo ser detectada no líquido amniótico
e no leite materno.
A excreção de mais de 80% da Ampicilina, é
inalterada, por via renal aparecendo também nas fezes,
a partir de uma pequena metabolização hepática.
Um ajuste da dose é requerido na presença de disfunção
renal, com retardo da eliminação.
Indicações:
Está indicada nas infecções localizadas
nos tratos urinário, respiratório, digestivo e
biliar, localizadas ou sistêmicas, meninges, causadas
por germes sensíveis, especialmente Enterococos, Haemophilus,
Proteus, Salmonella e E.coli. Infecções bucais,
extrações infectadas e outras intervenções
cirúrgicas.
Contra-Indicações:
A indicação dos antibióticos em geral,
deve estar restrita aos casos com estudo da sensibilidade através
de antibiograma. Pacientes com antecedentes de alergia às
Penicilinas naturais ou semi-sintéticas; dos quais 10%
pode apresentar alergia cruzada com as Cefalosprinas, estão
formalmente contraindicados. Assim como não é
seguro sua utilização no início da gravidez.
Reações Adversas:
As mais comuns estão ligadas aos processos alérgicos,
podendo envolver diversos tipo de erupção de pele,
podendo chegar à ocorrência de reações
anafiláticas, com broncoconstrição e hipotensão
arterial, sendo que cerca de 9% pode desenvolver exantemas não
alérgicos, principalmente na presença de mononucleose.
No campo alérgico pode ocorrer ainda dermatite de contato,
em profissionais envolvidos na manipulação do
antibiótico.
Outra reação adversas do uso dos antibióticos,
em geral, está relacionada à desvios de microflora
e superinfecções bacterianas ou micóticas,
além de náuseas, vômitos, cefaléias,
diarréias, flatulências e colite pseudomembranosa.
Precauções:
Anamnese completa, dirigida à antecedentes de alergias
às Penicilinas ou Cefalexinas; Tempo de tratamento mínimo
para eliminar o agente infeccioso, no mínimo 10 dias,
quando for estreptococos; Estar alerta aos sinais de infecções
secundárias, como presença de catéteres,
sondas, etc.
Pacientes com função renal comprometida, devem
ter doses reajustadas.
Interações Medicamentosas:
Aumentam o rendimento da Ampicilina: Drogas que diminuem a secreção
tubular (probenecida). Aspirina, Butazona (deslocam as ligações
protéicas, aumentando os níveis séricos),
Diminuem o rendimento da Ampicilina: Uso concomitante com bacteriostáticos.
Além disso, os anticoagulantes podem causar falhas na
homeostase, enquanto os anticoncepcionais, podem ter a eficácia
diminuída.
Posologia:
A dose de Ampicilina varia com o tipo e severidade da infecção
a ser tratada, com a integridade da função renal
e com a idade.
Recém nascidos devem receber 25 - 50 mg/Kg de peso à
cada 12 horas.
Crianças lactentes 50 - 100 mg/Kg/dia divididas em 3
doses.
Crianças maiores 100 - 200 mg/Kg até 4 vezes
ao dia.
Adultos: para doenças moderadas,1a 4g por dia, divididos
em 4 doses. Nos casos graves, a dose pode ser de 8 a 14g/dia
dividas em doses iguais de 6/6 horas.
Infecções gonocócicas, pode-se usar dose
oral única de 3,5g, associada com 1g de Probenecida,
administrada ao mesmo tempo.
Superdose:
O principal quadro da superdose se refere a reações
neurológicas adversas e pode ser removido por hemodiálise.
Similares:
Ampicilin, Ampicil, Ampilean, Ampitotal, Amplacilina, Amplofen,
Apo-Ampi, Binopen, Binotal, Gramcilina, Novo-Ampicillin, Parenzime-Ampicilina,
Penbrintin, Tandrexin.