METOCLOPRAMIDA
Identificação do Produto:
Formas Farmacêuticas e Apresentações:
Comprimidos: Caixas com 50 envelopes com 10 comprimidos
Composição: Cada comprimido contém:
Cloridrato de Metoclopramida .......................... 10 mg
Excipiente adequado q.s.p 1 comprimido
Solução Oral: Caixas com 100 frascos de 10 mL
Composição: Cada mL da solução oral
contém:
Cloridrato de Metoclopramida ............................. 4
mg
Veículo adequado q.s.p 1 mL
Solução Injetável: Caixas com 100 ampolas
de 2 mL
Composição: Cada mL da solução injetável
contém:
Cloridrato de Metoclopramida ............................ 5
mg
Veículo adequado q.s.p 1 mL
Informações tecnicas:
A Metoclopramida possui ações sobre os sistema
nervoso central (SNC) e periférico. Este fármaco
é um antagonista de receptores dopaminérgicos.
No SNC, estimula a excitabilidade da zona quimiorreceptora bulbar
(zona do gatilho), responsável pelo vômito. No
trato gastritestinal estimula sua porção superior.
A Metoclopramida possui outros efeitos como, diminuir o relaxamento
da porção proximal do estômago e aumentar
as ontrações antrais. O piloro e o duodeno relaxam-se,
enquanto o tônus do esfíncter esofagiano inferior
é acentuado.
Estes efeitos combinam-se para acelerar a velocidade de esvaziamento
do conteúdo gástrico, e para reduzir o refluxo
do duodeno e do estômago para o esôfago. Além
disso, reduzem o tempo de trânsito de material do duodeno
para a válvula ileocecal como resultado de um aumento
da peristalse jejunal.
Farmacocinética:
A absorção é aparentemente completa, porque
os efeitos de uma dose oral são comparáveis àqueles
da dose intra-venosa. Atinge efeito máximo em 30 a 60
minutos por via oral, após administração
intra-venosa o efeito desenvolve-se em menos de 5 minutos, e
por via intra muscular em 30-60minitos. O tempo de meia-vida
plasmática é de 3 a 6 horas. Apresenta ampla variação
na biodisponibilidade (32 a 98%) devido a eliminação
pré-sistêmica.
A distribuição não está completamente
compreendida nos aspectos farmacológicos, assim como
a eliminação mas a N-oxidação em
derivados monodesalquilados e didesalquilados tem sido descrita
in vitro. É eliminada através do leite materno.
Mecanismo de Ação:
A Metoclopramida, apesar de ser derivado da procaína,
não apresenta efeitos anestésicos ou cardiovasculares
significativos. A Metoclopramida aumenta o peristaltismo do
trato gastrointestinal superior, assim como o tônus esofagiano
inferior e relaxa o piloro, através de antagonismo dos
efeitos inibitórios da estimulação dopaminérgica.
Além disso, exerce atividade anti-emética, provavelmente
através de efeito central sobre o quimioreceptor bulbar,
ou possivelmente por antagonismo dopaminérgico central.
O mecanismo de ação da Metoclopramida é
pouco compreendido, embora seja claramente um antagonista dopaminérgico
e possa bloquear os efeitos gastrintestinais causados pela administração
local ou sistêmica, de agonistas dopaminérgicos.
Apesar da vagotomia não abolir os efeitos da Metoclopramida,
suas ações pró-cinéticas podem ser
bloqueadas pela atropina e outros antagonistas muscarínicos.
Indicações:
A Metoclopramida está indicada no tratamento sintomático
de náuseas e vômitos de origem central ou periférica
particularmente no pós-operatório e também
em pacientes com gastroparesia, diabete aguda e recidivante.
Profilaxia de náuseas e vômitos, induzidos por
quimioterapia. Tratamento a curto prazo de pirose e do esvaziamento
gástrico retardado, secundários à esofagite
com refluxo. Coadjuvante na radiografia gastrointestinal. Tratamento
de enxaqueca.
Contra-Indicações:
A Metoclopramida não deve ser usada em pacientes com
comprometimento das funções gastrointestinais,
como hemorragia gastrointestinal, obstrução mecânica
gastrointestinal e perfurações gastrointestinais.
A Metoclopramida é contra-indicada para pacientes com
feocromocitoma por causa da hipersensibilidade da droga que
provavelmente interfere com tumores de catecolaminas. Crises
de hipersensibilidade são bem controladas com fentolamina.
Síndrome de Parkinson e outras doenças extrapiramidais,
bem como em pacientes epilépticos, ou que estejam recebendo
outras drogas que causem reações extra-piramidais.
Em função de suas ações sobre o
SNC, a Metoclopramida pode causar exacerbação
destes sintomas, além de discinesia tardia e galactorréia.
A Metoclopramida deve ser evitada com uso concomitante de drogas
anticolinérgicas e em pacientes com histórico
de hipersensibilidade à droga.
Interações Medicamentosas:
Evitar uso concomitante de fenotiazínicos porque ocorre
maior incidência de efeitos extrapiramidais em combinação
com estas drogas. A velocidade de absorção de
algumas drogas, tais como paracetamol, ampicilina, tetraciclina,
L-Dopa e etanol tem sido aumentada com concentrações
plasmáticas máximas mais precocemente, enquanto
a digoxina pode ser absorvida menos satisfatoriamente por causa
da motilidade gastrintestinal aumentada. Pode reduzir a biodisponibilidade
da cimetidina administrada por via oral. Anti-colinérgicos
e analgésicos opióides podem reduzir o efeito
da Metoclopramida sobre o trato gastrintestinal. Drogas depressoras
do SNC (álcool, tranquilizantes, hipnóticos, sedativos
podem aumentar o efeito sedativo da Metoclopramida).
Reações Adversas:
As reações mais notáveis são os
efeitos extra-piramidais de inquietação motora
e agitação; distonia aguda que inclui torcicolo,
crise óculogírica e opistótono, que podem
imitar o tétano, ou parkisonismo. As mulheres de todas
as idades são mais afetadas do que os homens. O tratamento
com droga anticolinérgica por via intra-venosa, como
biperidem, prociclidina, benzitropina, ou defenidramina é
usualmente eficiente. Podem surgir sonolência, lassidão,
constipação, diarréia, edema oral e periorbital,
e galactorréia. Foi registrado um caso de arritmia cardíaca
supraventricular multifocal. Tem ocorrido metemoglobinemia em
prematuros e em neonatos, na administração de
Metoclopramida oral na dose de 1 _ 4 mg/kg/dia por 1 a 3 dias.
Posologia:
Adultos: Dose e esquemas usuais: 5 _ 10 mg por via oral, 3 a
4 vezes ao dia, antes das refeições.A dose máxima
não deve ser superior a 0,5 mg/Kg/dia. 10 a 20 mg por
via oral, ou intra-muscular a cada 6 horas.
Esvasiamento gastrintestinal: 10mg via intra-venosa em dose
única.
Anti-emético: Na terapia porcitotóxicos potentes
infusão lenta i.v. 2mg/Kg.
Crianças: Dose e esquema usuais: 2,5 a 5 mg por via
oral, a cada 8 horas, antes das refeições.
Antiemético: Na terapia por citotóxicos potentes,
dose máxima 0,5 mg/Kg/dia, em infusão lenta i.v.
1mg/Kg em dose única. Doses maiores de Metoclopramida
podem ser diluídas em 50mL de soro fisiológico,
ringer com ou sem lactato, glicose 5%.
Superdose:
Sintomas de superdosagem incluem desorientações
e reações extrapiramidais. Drogas anticolinérgicas
e antiparksonianas ou antihistamínicas, assim como anticolinérgicas,
exacerbam as reações extrapiramidais. Com a suspensão
da droga, o sintoma desaparece em 24 horas.
A hemodiálise remove uma pequena porção
da Metoclopramida sangüínea, provavelmente pela
grande quantidade da droga nos tecidos, assim como a diálise
ambulatorial, não possui efeitos significativos na retirada
da droga sangüínea. Sendo estes métodos não
indicados em caso de superdosagem. Superdoses não intencionais
de Metoclopramida, têm ocorrido em pacientes de 2 meses
a 7 anos. Os sintomas dessa superdose incluem conturbação,
reações extra-piramidais e letargia.
Gravidez ,Lactação e Idosos:
Não há informações sobre o uso.
Portanto deve-se informar ao médico, para análise
da relação risco/benefício.
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