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Matéria publicada no dia 02 de janeiro de 2008 na Folha de Pernambuco


Pólo de fármacos puxará Mata Norte
Goiana será contemplada por fábricas da Hemobrás, do Lafepe e da Novartis


LAMIR VERÇOZA

Dois mil e oito nasce consolidando a Zona da Mata Norte de Pernambuco na rota dos grandes complexos de desenvolvimento macroeconômico do Estado. Assim como o boom das indústrias e do setor petroquímico em Suape, no Litoral Sul, no lado oposto da bússola, o município de Goiana, a 63 quilômetros do Recife, deslancha como o centro de alta complexidade tecnológica com seu Pólo Farmacoquímico. O terreno de 345 hectares receberá R$ 1 bilhão em investimentos, com a implantação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), da fábrica da Novartis e de uma unidade do Lafepe Química.

Os empreendimentos devem impactar, radicalmente, a produção famacológica brasileira, além de estimular a formação de mão-de-obra especializada e trazer benefícios sociais à cidade, com a geração de mil empregos diretos. Dos três projetos, Goiana já vê brotar a planta da Hemobrás, orçada em R$ 162 milhões. A licitação para a terraplenagem dos 25 hectares de área está aberta e, em breve, as obras começam. O início da operação está previsto para 2010, mas a direção da estatal espera abrir concurso público ainda este mês.
“Dos 400 profissionais necessários, pelo menos 50 serão contratados de imediato. Metade será enviada à França, para capacitação no LFB (Laboratório de Fracionamento e Biotecnologia), estatal daquele país que vai transferir o segredo industrial para produção dos hemoderivados fator 8, fator 9, albumina e imunoglobulina”, disse o presidente da Hemobrás, João Paulo Baccara.

As vagas serão para cargos administrativos, laboratoristas, bioquímicos, engenheiros industriais, biólogos e farmacêuticos. No começo deste ano, a empresa pretende começar a produção em escala da cola de fibrina para atender o Sistema Único de Saúde (SUS).
Em quatro anos, também é de Pernambuco que escoará a vacina de combate à meningite, fabricada pela Novartis. A construção da planta da multinacional acontece em 2009, sendo concluída no ano seguinte, consumindo US$ 500 milhões. A expectativa é empregar 500 pessoas, com 90% da produção destinada ao mercado externo.

Ainda sem cronograma definido, o Lafepe erguerá uma sede em Goiana para cem trabalhadores, os quais irão fabricar princípios ativos para confecção de medicamentos, sendo cinco anti-retrovirais - medicamentos utilizados no tratamento dos portadores do vírus HIV. As prospecções para transferência tecnológica giram em torno de uma empresa canadense.

 

 
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