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Lafepe produz 400 mil comprimidos para pacientes com o Mal de Chagas

Seguiu para o Ministério da Saúde, em Brasília, o primeiro lote de 2016 do Benznidazol, produzido no LAFEPE para os pacientes com o Mal de Chagas. O lote possui 250 mil comprimidos de 100 mg, na apresentação para adultos, e chegará à população através do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, conquistada para a fábrica de sólidos, o laboratório volta a produzir esse medicamento, sem restrições. A falta da CBPF restringiu, por dois anos, o fornecimento a organizações internacionais. É que muitos países endêmicos só adquirem o medicamento se o laboratório fabricante possuir o certificado emitido pela agência reguladora, no caso, a Anvisa.

 

Nos próximos dias, 150 mil comprimidos serão adquiridos por outros países. A comunidade internacional vai ser atendida através das seguintes entidades: DNDI, OPAS e Médicos Sem Fronteiras. Outros três lotes, com 400 mil comprimidos cada, devem ser repassados pelo Lafepe, aos países endêmicos, ainda este ano.

Doença de chagas é tema de debate do MSF

“Doenças negligenciadas, das necessidades aos cuidados: uma história de luta pelo acesso à saúde” foi o tema do debate promovido pelo programa Médicos sem Fronteiras (MSF), na tarde da quarta-feira, dia 31, no auditório Ênio Cantarelli, do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) Professor Luiz Tavares.

Na ocasião, o Lafepe foi representado pela coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento, Aila Santana, que falou sobre a estrutura do laboratório pernambucano e a produção do Benznidazol, usado para o tratamento da doença de Chagas. O Lafepe é o único laboratório público no mundo a produzir o medicamento, que em junho deste ano retomou a produção sem restrições.

Dados apresentados pela assessora de doenças emergentes do MSF, Lúcia Brum, indicam que há, no mundo, 6 milhões de pessoas infectadas pelo parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. O MSF desenvolve projetos de atenção aos pacientes com a doença de Chagas desde 1999, tendo atuado em diversos países da América Latina, como Honduras, Nicarágua, Guatemala, Brasil, Colômbia, Paraguai, e, atualmente, México e Bolívia. A organização desenvolveu atividades também em países considerados não endêmicos, como o projeto desenvolvido na Itália para oferecer atenção médica a imigrantes infectados.

Pernambuco, um dos estados endêmicos, conta com um programa realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em parceria com o Ambulatório de Referência do Procape/Universidade de Pernambuco (UPE). Pioneiro no enfrentamento às enfermidades negligenciadas, o Programa Sanar desenvolve ações de diagnóstico precoce, tratamento e educação. Hoje, só no Procape, são tratados cerca de 2 mil pacientes.

Também participaram do debate o médico Wilson Oliveira Júnior, do Procape e da Casa de Chagas; Rafaela Demontes, do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan); e Alexandre Meneses, da superintendência do Programa Sanar, desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Pernambuco. Profissionais da área de saúde e pacientes com o Mal de Chagas acompanharam atentos às discussões.

Consultores da OPAS/OMS visitam o Lafepe

Na manhã desta sexta-feira, dia 08, consultores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, estiveram no Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe). O propósito foi conhecer a estrutura do laboratório e sua capacidade de produção de medicamentos, especialmente do Benznidazol, usado para o tratamento da Doença de Chagas.

O Lafepe é o único laboratório público no mundo a produzir o Benznidazol, que em junho retomou a produção sem restrições. Esse novo cenário deve-se à recente conquista da Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para a fábrica de comprimidos, concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vale destacar que o primeiro lote de Benznidazol produzido pelo Lafepe, contendo 250 mil comprimidos, foi liberado para o Ministério da Saúde, em Brasília.

No Lafepe, os consultores da OPAS/OMS, André Ulysses e Felipe Dias Carvalho, visitaram a área de armazenamento da matéria prima e de embalagem; o processo de manipulação e de produção do medicamento; além dos laboratórios de controle de qualidade e departamento de logística. Eles coletaram dados que servirão de subsídio para a elaboração de relatório que poderá impulsionar o retorno do Lafepe no mercado internacional.

André Ulysses e Felipe Dias Carvalho, que ficaram impressionados com a estrutura física e de equipamentos do laboratório, foram recebidos pelo presidente e o diretor comercial, respectivamente, Roberto Fontelles e Djalma Dantas. Na ocasião, Dantas informou aos consultores que o laboratório detém matéria-prima suficiente para produzir 2 milhões e 400 mil comprimidos de Benznidazol, num período de dois anos.

  

   

   

 

400 mil comprimidos para pacientes com o Mal de Chagas

Seguiu para o Ministério da Saúde, em Brasília, o primeiro lote de 2016 do Benznidazol, produzido no LAFEPE para os pacientes com o Mal de Chagas. O lote possui 250 mil comprimidos de 100 mg, na apresentação para adultos, e chegará à população através do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, conquistada para a fábrica de sólidos, o laboratório volta a produzir esse medicamento, sem restrições. A falta da CBPF restringiu, por dois anos, o fornecimento a organizações internacionais. É que muitos países endêmicos só adquirem o medicamento se o laboratório fabricante possuir o certificado emitido pela agência reguladora, no caso, a Anvisa.

 

Nos próximos dias, 150 mil comprimidos serão adquiridos por outros países. A comunidade internacional vai ser atendida através das seguintes entidades: DNDI, OPAS e Médicos Sem Fronteiras. Outros três lotes, com 400 mil comprimidos cada, devem ser repassados pelo LAFEPE, aos países endêmicos, ainda este ano.

 

PRODUTIVIDADE – O LAFEPE absorveu do laboratório Roche a tecnologia de produção do Benznidazol e produz, com exclusividade, a dosagem pediátrica. É único laboratório público, no mundo, a fabricar as duas apresentações (para crianças e adultos). Já forneceu ao Ministério da Saúde 2 milhões e 250 mil comprimidos. Cumpre contrato para este ano de mais 550 mil, com capacidade para demandas superiores. Atende diversos países, em todo o mundo, por meio de organizações internacionais. A Venezuela e o México adquirem o medicamento diretamente com o laboratório pernambucano. Também há demanda de instituições que desenvolvem pesquisas sobre o tratamento de doenças negligenciadas.

 

Países atendidos por meio da OPAS:

Bolívia; Paraguai; Equador; Colômbia; Venezuela; Honduras; El Salvador e Chile

Total distribuído para esses países…………… 4.171.500 comprimidos

 

Países atendidos por meio do MSF:

Colômbia; Bolívia; Paraguai e México

Total distribuído para esses países……………1.167.800 comprimidos

 

Países atendidos pelo DNDI:

Bolívia e Argentina

Total distribuído para esses países……………..223.500 comprimidos

 

De 2008 até agora, o LAFEPE já produziu e distribuiu cerca de oito milhões de comprimidos do Benznidazol – 100 mg – em todo o mundo.

 

 

HISTÓRICO – O Mal de Chagas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é uma das 17 doenças tropicais negligenciadas, sendo causada pelo parasita Trypanossoma cruzi e transmitida principalmente por insetos conhecidos por barbeiros. É endêmica em 21 países da América Latina, onde, de acordo com a Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDI),  há cerca de 6 milhões de pessoas infectadas e uma previsão de 70 milhões de pessoas em risco de contrair a doença. Ainda segundo a DNDI, menos de 1% das pessoas infectadas recebem tratamento.

Lafepe no Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas

                 

 

A ação, em Pernambuco, aconteceu no Espaço Carlos Chagas, em frente ao Hospital Procape, no Recife. O Terceiro Encontro da Praça contou com a participação de pacientes e voluntários ligados à associação e ambulatório dos portadores da doença de Chagas, em parceria com o Lafepe. A empresa pernambucana é o único laboratório público, do mundo, a produzir o Benznidazol – medicamento utilizado no tratamento da doença. No evento, a população teve a oportunidade de tirar as dúvidas e obter mais informações sobre a enfermidade.

O dia 14 de abril foi escolhido como o Dia Mundial de Combate ao Mal de Chagas por ter sido nessa data que o pesquisador, Dr. Carlos Chagas, há 106 anos, comunicou sua descoberta à comunidade científica da época.

O Mal de Chagas está no rol das doenças negligenciadas. A infecção é causada pelo protozoário Trypanossoma Cruzi. A transmissão ocorre, principalmente, pela picada do inseto conhecido como barbeiro. O medicamento Benznidazol, produzido no Lafepe, é comercializado em apresentações para uso adulto e pediátrico. O Brasil é abastecido através de repasses do Ministério da Saúde. Pacientes de outros países também são beneficiados com o nosso medicamento. O Benznidazol chega à Bolívia, Paraguai, Equador, Colômbia, Venezuela, Honduras, El Salvador, Chile, México, Argentina e Estados Unidos.

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