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Identificação do Produto:
Formas Farmacêuticas e Apresentações:
Comprimidos:
Caixas com 50 envelopes com 10 comprimidos
Composição:
Cada comprimido contém:
Rifampicina ...................................... 300 mg
Excipiente adequado q.s.p 1 cápsula
Suspensão oral
Caixas com 50 frascos de 50 mL
Composição Cada mL da suspensão contém:
Rifampicina ....................................... 20 mg
Veículo adequado q.s.p 1 mL
Informaçoes Técnicas:
A Rifampicina é um derivado semi-sintético da Rifamicina B, esta, produzida com resultado de processo de fermentação do Streptomyces mediterranei. Com ação em diversas bactérias Gram-negativas e Gram-positivas.
Mecanismo de Ação:
O principal mecanismo de ação é a inibição da atividade RNA-polimerase DNA-dependente. Embora tenha boa ação antibacteriana, tem sido reservado para o tratamento de hanseníase e tuberculose, em associação com outros antibacterianos, causando rápida resistência, principalmente por mutação na unidade b da RNA-polimerase.
Farmacocinética:
Tem boa absorção no trato gastrointestinal, se reduzindo, no entanto, na presença de alimentos. Apresenta boa distribuição, atingindo inclusive o sistema nervoso. Atravessa a barreira placentária e leite materno. Sua metabolização se faz no fígado, com meia-vida de 3 horas de 600mg, diminuindo um pouco com doses repetidas o que é recompensado porque apresenta ação antibacteriana com níveis mínimos de concentração sangüínea.
Indicações:
A Rifampicina está indicada para o tratamento das diversas formas de tuberculose e hanseníase, causadas por microrganismos sensíveis, mesmo que em associação com outros antibacterianos, na tentativa de diminuir a resistência. É também o fármaco de escolha no tratamento de portadores nasofaringeos de Neisseria meningitides de indivíduos que mantiveram contato com portadores de meningite miningocócica ou de crianças pequenas e sem imunização específica, que tiveram contato familiar com miningite pelo Hemófilo B.
Contra-Indicações:
Pacientes com história anterior de hipersensibilidade às rifamicinas ou portadores de insuficiência hepática, pelo risco de agravamento deste quadro e ainda, uso concomitante de contraceptivos orais ou fármacos hepatotóxicos, insuficiência renal grave, gravidez e lactação.
Interação Medicamentosa:
A Rifampicina pode causar diminuição dos níveis de prednisona, quinidina, cetoconazol, propanolol, digitoxina, clofibra e da sulfoniluréia, além de diminuir a eficácia dos anticoagulantes cumarínicos e dos contraceptivos orais. Além disso, é sabido que os antiácidos e o cetoconazol reduzem a absorção intestinal da Rifampicina.
Reações Adversas:
Rubor facial, prurido e rush cutâneo generalizado, assim como púrpura, epistaxe, metrorragia, hemorragia gengival e anemia hemolítica. Síndrome pseudogripal com febre, astenia, cefaléia, tremores e mialgia, podendo evoluir com nefrite intersticial, necrose tubular aguda, trombocitopenia e choques. Na área digestiva: Mal estar, inapetência, náusea, vômitos, icterícia, insuficiência hepática e diarréia.
Precauções:
O aparecimento de coloração avermelhada na urina, saliva, lágrimas e lentes de contato gelatinosas, podendo inclusive manchá-las definitivamente. Hiperbilirrubinemia ou aumento de transaminases por isoladamente não impõem a suspensão do tratamento, sugerindo-se uma avaliação clínica e laboratorial antes de qualquer decisão. Exames pré-clínicos demonstraram teratogenia quandoutilizado em roedores, sob doses elevadas. Portadores de disfunção hepática só devem fazer uso desta terapêutica depois de totalmente avaliada a relação risco/benefício.
Posologia:
As doenças de notificação obrigatória como hanseníase e tuberculose, devem obedecer os esquemas de tratamento preconizados pelas Normas para Controle de Tuberculose do Ministério da Saúde (1995). Na ausência de meningite, a tuberculose poderá ser tratada com 10mg/Kg de peso/dia, em pacientes com menos de 20 Kg de peso. Acima disso, deve-se usar 300 a 600 mg/dia, em dose única (matinal), ou em duas tomadas.
Similares:
Rifaldin, Rifocina
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