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ACETATO DE DEXAMETASONA

Informações Técnicas:
Desde que Addison descreveu as conseqüências da lesão adrenal para o organismo, em 1849, os estudos da endocrinologia tomaram novos rumos, até o complexo entendimento da função dos hormônios esteroidais, que passaram a ocupar importante papel terapêutico mais tarde, no tratamento da artrite reumatóide e outras patologias, até então de difícil controle. Hoje se sabe que o córtex adrenal, sintetiza duas classes de esteróides: os corticosteróides e os androgênios. Os efeitos dos esteróides, são numerosos e disseminados, influenciando o metabolismo dos carboidratos, das proteínas e lipídios; o equilíbrio hidroeletrolítico, assim como as funções do sistema cardiovascular, rins, sistema nervoso, músculos esqueléticos e outros órgãos e tecidos entre inúmeros outros efeitos. Modificações químicas na molécula básica do cortisol, tem permitido a síntese de muitos derivados ativos, hoje em dia bastante utilizados na terapêutica, em diversas formas de apresentação oral, tópica e parenteral.

Mecanismo de Ação:
A Dexametasona pertence à classe dos corticosteróides, como outros hormônios esteróides, que atuam controlando a velocidade de síntese de proteínas. Seu principal efeito se refere a uma profunda alteração na resposta imune linfocitária, representada pela ação antiinflamatória e imunossupressora, podendo prevenir ou suprimir processos inflamatórios de várias naturezas, inclusive resultantes de radiações, mecânicos, químicos e infecciosos. Embora o efeito não atinja a doença de base, seu uso é muitas vezes de vital importância na supressão do processo histopatológico naturais ou para combater efeitos secundários de outras drogas. Todavia, a inibição quase instantânea da liberação do ACTH ocasionada pelos corticosteróides representa provavelmente uma excreção. Os mesmos reagem com proteínas receptoras no citoplasma das células sensíveis de muitos tecidos, formando um complexo esteróide-receptor. O complexo sofre uma modificação, que se manifesta por aumento da constante de sedimentação; a seguir, move-se para o núcleo, onde se liga à cromatina e regula a transcrição de genes específicos.

Indicações:
É indicado no tratamento de várias doenças devido a seus efeitos antiinflamatório e imunossupressor; proporciona um alívio sintomático, porém não tem efeito sobre o desenvolvimento da doença subjacente. Terapêutica substitutiva no tratamento da insuficiência da supra renal, diagnóstico da síndrome de Cushing, isquemia cerebral, prevenção da síndrome da membrana hialina (aceleração da maturação pulmonar fetal), tratamento da síndrome da angútia respiratória em adultos por insuficiência pulmonar pós-traumática, tratamento do choque por insuficiência adrenocortical e como coadjuvante no tratamento do choque associado com reações anafiláticas.

Precauções :
A relação risco/benefício deve ser estabelecida para todos os casos a seguir: AIDS, insuficiência cardiaca congestiva, disfunção renal ou hepática grave, infecção sistêmica por fungos, infecções virais ou bacterianas não controladas, glaucoma de ângulo aberto, lúpus eritematoso e tuberculose ativa.

Interações Medicamentosas:
Quando do uso sistêmico pode ocorrer: Risco de hepatotoxicidade quando administrada junto ao paracetamol, aumenta o risco de úlcera ou hemorragias gastrintestinal com os antiinflamatórios não esteróides. Com a anfotericina_B parenteral, pode provocar hipocalemia grave em associação com glicocorticóides. O uso de antiácidos diminui a absorção da Dexametasona. Devido à sua atividade hiperglicemiante intrínseca, pode ser necessário ajustar a dose de insulina ou de hipoglicemiantes orais. O uso conjunto com glicosídios digitálicos aumenta a possibilidade de arritmias. Aumenta ainda a biotransformação da metilxantina, diminuindo sua concentração plasmática. Não se recomenda a administração de vacinas de vírus vivos, dado que pode ser potencializada a replicação dos vírus da vacina.

Efeitos Colaterais / Reações Adversas:
Duas categorias de efeitos tóxicos resultam da administração da Dexametasona, quando do uso sistêmico: os de uso em doses suprafisiológica por tempo prolongado e os resultantes da suspensão da terapia.
Neste caso poderá haver um reaparecimento da doença que vinha sendo controlada, além de várias outras complicações, como insuficiência adrenal aguda, cujo grau de gravidade e duração, variam individualmente, dificultando previsões prognósticas. O risco de se produzirem reações adversas, tanto sistêmica quanto locais, aumenta com a duração do tratamento, ou com a freqüência de administração. As perturbações psíquicas também podem estar relacionados com a dose. Com a aplicação local podem aparecer lesões em tecidos articulares, ou reações alérgicas locais. Podem ocorrer também: visão turva, polidpisia, diminuição do crescimento em crianças e adolescentes, ardor, dor e formigamento na região da aplicação, perturbações psíquicas e erupções cutâneas.

Similares:
Decadron, Dexadermil, Dexaminor, Duo-Decadron, Maxidex, Minidex.