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BIOACT-D

Identificação do Produto:

Formas Farmacêuticas e Apresentações:

Solução injetável: Caixas com 12 ampolas de 5 mL
Composição: Cada ampola contém:
Dactinomicina ………………………………. 0,5 mg
Veículo adequado q.s.p 5 mL

Informaçoes Tecnicas:

Desde a primeira metade deste século, quando quase por acaso, o pesquisador A. Fleming observou que uma contaminação por fungos do gênero Penicillium, em culturas de Stafilococus, levaram à lise bacteriana, descobrindo a Penicilina, que a ciência e o mundo, passaram a ter grande esperança no combate às moléstias infecciosas. Ainda por esta época, outros microrganismos se mostraram também com esta possibilidade, a exemplo do Streptomyces, cuja toxicidade fez com que fosse desprezado como antibiótico, até a década de 50 quando Halkman e Farber detectaram sua ação carcinostática tanto em tumores animais como em neoplasias humanas. A Dactinomicina (ou Actinomicina D), vem sendo produzida pelo Departamento de Antibióticos da Universidade Federal de Pernambuco desde 1960 a partir de Streptomyces parvulus isolado de uma amostra de solo do Nordeste, comercializado desde então pelo LAFEPE, com o nome de BIOACT – D.

Farmacocinética:

A Dactinomicina é muito menos ativa por via oral, do que parenteral. Seu metabolismo é mínimo, e não atravessa a barreira hematoencefálica. Sua excreção se faz pela bile e urina, com meia-vida de 36 horas.

Ação Farmacológica:

Tanto a atividade biológica quanto a citotoxidade da Dactinomicina são decorrentes da sua capacidade de ligação ao DNA de dupla hélice. O anel planar de fenoxazona intercalado entre as bases guanina-citosina do DNA porporciona estabilidade ao complexo Dactinomicina-DNA, bloqueando dessa forma a transcrição pela RNA-polimerase, ao mesmo tempo em que produz rupturas unifilamentares no DNA. Assim, a Dactinomicina apresenta-se como uma das mais potentes substâncias antitumorais, inibindo a proliferação rápida das células, sem contudo fazer distinção quanto à origem: natural ou neoplásica.

Indicações:

A Dactinomicina é um agente antineoplásico que está indicado aos portadores de tumores de Wilms, especialmente quando associado à aplicação de raio X e à cirurgia. Também tem sido empregada em rabdomiossarcoma e coriocarcinoma, que se tornaram resistentes ao metotrexato, ou como paliativo, por tempo prolongado, em pacientes com carcinoma de testículo, quando aplicada com um antimetabólico e um agente alquilante. A Dactinomicina também pode ser empregada juntamente com radioterapia por seis semanas em portadores de tumor inoperável e/ou metástase, tornando-os operáveis. Em limitado número de casos a Dactinomicina tem sido empregada no tratamento inicial, tendo apresentado aparentemente uma remissão completa da doença em cerca de 50% dos pacientes. Em doentes que apresentam problemas hepáticos ou renais, nos quais o metotrexato deve ser evitado, a Dactinomicina torna-se a droga de escolha para o tratamento inicial.

Interação Medicamentosa:

A associação da Dactinomicina com a doxorrubicina pode aumentar a cardio-toxicidade. Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos da Dactinomicina podem ser potencializados por fármacos que causam discrasias sangüíneas. Reduz o efeito da probenecida e sulfimpirazona elevando dessa forma o ácido úrico sangüíneo;
também a Dactinomicina reduz os efeitos da vitamina K.

Posologia:

Tratando-se de droga que proporciona fortes reações, deve ser ministrada com cautela e por clínico familiarizado com o emprego de quimioterápicos antineoplásicos. Fornecida sob a forma de pó liofilizado, a dose varia com a tolerância individual, a extensão da neoplasia e uso de outras terapias paralelas, podendo ser diminuída se houver associação com raio X ou quimioterapia, ou ainda se o paciente sofreu radioterapia.
Crianças: Quando administrada isoladamente podem ser utilizados 80 a 100g/Kg de peso corpóreo, divididos em 8 a 10 doses, administradas a cada 24 horas, via intravenosa, diluída em, pelo menos 20mL de soro fisiológico.

Metildopa Usada conjuntamente com a radioterapia, num curso de tratamento de 7 a 8 dias, devem-se aplicar 70 a 80g/Kg de peso em doses diárias de 10g/Kg. Em casos de tumor de Wilms, FARBER sugere duas situações:
1) se há evidências clínica e radiológica do tumor de Wilms, o tratamento com a Dactinomicina deve ter início 24 horas antes da Interações Medicamentosas cirurgia;
2) se há dúvida em relação ao diagnóstico, esperar até a nefrectomia para confirmação do diagnóstico e início do tratamento com 10 a 15g/Kg após a ligadura dos vasos mais importantes para evitar a perda da droga numa eventual hemorragia.

Adultos: a) 80 a 100g/Kg de peso durante 5 dias, seguindo-se um repouso de 1 semana ou b) 1 a 2 mg/semana até o surgimento de sinais de toxidez. Se não houver aparecimento de sinais de toxicidade, o tratamento pode ser repetido, tanto em crianças como em adultos, após um intervalo de 4 semanas.

Superdose:

A DL50 intravenosa da Dactinomicina é 400mg/kg, com doses acima desta, observam-se reações adversas típicas, como: depressão da médula óssea, estomatites, pigmentação da pele e distúrbios gastrointestinais semelhantes aos da mostarda nitrogenada.

Efeitos Indesejáveis:

Em animais experimentais ocorre atrofia do timo, do baço e de outros tecidos linfáticos. Além disso, pode produzir alopécia e, quando ocorre extravasamento subcutâneo, a droga produz inflamação local acentuada. Verifica-se o aparecimento de eritema, algumas vezes progredindo para necrose, em áreas da pele exposta à irradiação antes, durante, ou após a administração da droga.

Efeitos Colaterais:

No homem, inclui depressão da medula óssea, estomatites, pigmentação da pele e distúrbios gastrintestinais semelhantes aos da mostarda nitrogenada. Tudo isto no entanto, pode ser evitado empregando-se doses adequadas. Náuseas e vômitos podem ocorrer logo no início do tratamento, podendo ser controlados com medicação apropriada. Alopécia tem sido notada em pacientes sob o efeito da Dactinomicina, que facilmente desaparece ao ser suspensa a medicação.

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Cosmegen.