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ESCOPOLAMINA

Identificação do Produto:

Formas Farmacêuticas e Apresentações:

Solução injetável: Caixa com 100 ampolas de 1mL.
Composição: Cada ampola contém:
N-Butilbrometo de Escopolamina …….. 20 mg
Veículo adequado q.s.p 1mL

Informações tecnicas:

A Escopolamina ou Hioscina, é um dos principais agentes anticolinérgicos e antiespasmódicos, dos derivados dos alcalóides da Beladona. A Escopolamina é um alcalóide encontrado em plantas da família das Solanaceae, a exemplo da atropina, que age como bloqueador colinérgico, nos receptores muscarínicos da acetilcolina, apresentando efeitos antidismenorréico, antiarrítmico, antiemético e antivertiginoso.

Farmacocinética:

A Escopolamina apresenta pouca ligação às proteínas plasmáticas, distribuindo-se rapidamente. Seu efeito após administração parenteral, é observado em cerca de 30 minutos e a duração é de 4 à 6 horas.

A Escopolamina sofre biotransformação hepática e dissocia-se no ácido trópico e sua porção hidrolizada, sendo quase que totalmente, excretada na urina, após 12 horas. Foram encontrados traços do fármaco no leite materno, sendo observado também, que a Escopolamina atravessa a barreira hematoencefálica e placentária.

Ação Farmacológica:

A Escopolamina inibe a ação especialmente da acetilcolina em estruturas inervadas por nervos dos gânglios posteriores colinérgicos e alguns músculos lisos que não possuam inervação colinérgica. Estes receptores colinérgicos periféricos estão presente em células autonômicas efetoras como em músculos lisos, músculo cardíaco, nódulo sino atrial, nódulo atrio ventricular e em glândulas exócrinas, sendo completamente destituído de ação nos ganglios autonômicos.

A Escopolamina inibe a motilidade gastrintestinal e diminui a secreção ácido- gástrica. Também controla a excessiva secreção faríngea, traqueal e brônquica no sistema respiratório.

Indicações:

A Escopolamina é efetiva na terapia de úlcera péptica, podendo também ser usada no controle da secreção gástrica, espasmo visceral e cólicas de hipermotilidade espasmódica, espasmo vesical, cistite, espasmo pilórico e câimbra abdominal. É utilizada em desarranjo do trato gastrintestinal, reduzindo os sintomas, assim como em disenterias, diverticulites e enterocolites agudas.

A Escopolamina é empregada ainda no tratamento da síndrome da irritação intestinal, com irritação e espasmo do cólon e inflamação das mucosas, e em desordem da função astrintestinal.

Utiliza-se também como tratamento coadjuvante na terapia da vesícula neurogênica intestinal, incluindo a síndrome de baço e cólon neurogênico, assim como em cólicas infantis.

A Escopolamina é também utilizada junto com a morfina, ou outros narcóticos, no alívio dos sintomas de cólicas biliares e renais, assim como em rinites agudas, na terapia do Parkinsonismo, reduzindo os tremores. Utilizada em terapia e antídodo para agentes anticolinesterásicos, no controle da sialorréia.

Em anestesia, a Escopolamina é indicada no pré-operatório, agindo como antimuscarínico, diminuindo a salivação, assim como as secreções da traquéia e da faringe, diminuindo as secreções gástricas e bloqueando os reflexos vagais cardíacos, durante a indução da anestesia.

Contra-Indicações:

A Escopolamina é contra-indicada em: glaucoma agudo, obstrução urológica, doença obstrutiva do trato gastrointestinal, íleo paralítico, atonia intestinal em pacientes debilitados, úlcera aguda, ulcerocolite aguda e miastenia gravis, hipertrofia da próstata, estenose pilórica, taquicardia e megacólon.

Precauções:

A administração da Escopolamina em crianças, pode produzir reação paradoxal de hiperexcitabilidade. Administrar com precaução em crianças com paralisia espástica, ou lesão cerebral. O risco/benefício deve ser avaliado na gravidez, sendo o aleitamento deve ser suspenso.

Em presença de altas temperaturas ambientais, pode ocorrer aumento da temperatura corpórea com o uso da droga. Em diarréia pode haver sintomas de obstrução intestinal, especialmente em pacientes com colostomia ou ileostomia, podendo provocar também turvação na visão.

Administrar com cautela em pacientes com: neuropatia autonômica, hipertireoidismo, doenças coronarianas, congestão cardíaca, arritmias, hipertensão renal, investigação de taquicardia provocada por anticolinesterásicos e em pacientes com hérnia hiatal, associada com refluxo esofagiano.

Interações Medicamentosas:

A Escopolamina pode aumentar os efeitos colaterais dos agentes: amantadina, haloperidol, fenotiazídicos, inibidores da monoamino-oxidase (IMAO), antidepressivos tricíclicos e antihistamínicos, antimuscarínicos, buciclina, ciclicina, ciclobenzaprina, disopiramida, ipratrópio, loxapina, maprotilina, meclisina, metilfenidato, molidona, orfenadrina, pimozida, procainamida, tioxantenos, antiácidos, antimiastênicos, ciclopropano, guanadrel, reserpina, cetoconazol, metoclopramida, opióides, apomorfina, depressores do SNC e lorazepam parenteral.

Reações Adversas e Superdose:

Não se tem reações claras da Escopolamina em usos terapêuticos, as mais prováveis são aquelas descritas com drogas anticolinérgicas/antiespasmódica como: palpitações, retenção urinária, visão turva, taquicardia, midríase, ciclopegia, aumento da pressão ocular, dor de cabeça, sonolência, insônia, náuseas, vômitos, impotência, diminuição da lactação, constipação, reações alérgicas idiossincrásicas e urticárias.

Informações Adicionais:

Em estudos realizados, não observaram-se hitórico de carcinogene, mutagênese, ou influência na fertilidade, na gravidez e no feto.

Posologia:

Adultos: 01 ampola i.m. ou i.v. 3 à 4 vezes ao dia, ou conforme orientação médica.

Crianças: 0,03 a 0,1mg 4 vezes ao dia, conforme orientação médica. Em estudos realizados, não observaram-se histórico de carcinogênese, mutagênese, ou influência na fertilidade, na gravidez e no feto.

Gravidez e Lactação:

Escopolamina é excretada no leite materno humano, devendo-se portanto, evitar a sua administração às mães lactantes. Ela exerce vários efeitos colaterais sobre o organismo da mulher durante a gestação e lactação, o que leva a precauções extras, quando da sua administração nessas situações. Nestes casos, havendo indicação médica, deve-se proceder um acompanhamento rigoroso.

Similares:

Buscopan, Buscoveran, Escopolamina, Hioscina, Sedobion, etc.