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FUROSEMIDA

Identificação do Produto:

Formas Farmacêuticas e Apresentações:

Comprimido: Caixa com 50 envelopes com 10 comprimidos.
Composição: Cada comprimido contém:
Furosemida ………………………………….. 40 mg
Excipiente adequado q.s.p. 1 comprimido

Informação Técnicas:

A Furosemida é derivada do ácido antranílico, sendo sua principal ação, a inibição da reabsorção de eletrólitos na altura do ramo ascendente, espesso da alça de Henle. Há duas linhas principais para tal afirmação, na primeira, experimentos de micropunção, demonstram uma liberação acentuadamente aumentada de Na+ e Cl-, no início do túbulo distal. Em segundo, experimentos de microperfusão in vitro, verifica-se inibição total do transporte de cloreto de sódio no ramo ascendente espesso, em concentrações luminais da droga, dentro da faixa esperada in vivo. As drogas atuam na face luminal das células epiteliais, inibindo o mecanismo de co-transporte de Na+, K+ e 2Cl-.

Farmacocinética:

Os diuréticos potentes, são altamente absorvidos pelo trato gastrointestinal, ainda que em graus variáveis. Apresenta início de ação, em torno de 40 minutos, que permanece entre 6 e 8 horas. A biodisponibilidade da Furosemida é de 60% e encontra-se extensamente ligada às proteínas plasmáticas( 90 _99%). A meia-vida da Furosemida sofre variação individual, sendo de 1 à 2 horas, em indivíduos normais e nos pacientes com insuficiência renal ou hepática, de 10 à 20 horas. Sofre também rápida excreção, pelo sistema de transporte de ácido ogânico no túbulo proximal. Uma grande parte da Furosemida é excretada intacta pela urina (90%) enquanto uma fração menor é eliminada como glicuronídeo.

Ação Farmacológica:

Os diuréticos de alça, como a Furosemida tendem a aumentar o fluxo sanguíneo renal, sem elevar a taxa de filtração, sobretudo após a injeção intravenosa. Esta alteração da hemodinâmica renal reduz a reabsorção de líquidos e eletrólitos no túbulo proximal e pode aumentar a resposta diurética inicial. O aumento do fluxo sangüíneo renal é de duração relativamente curta. Com a redução do volume de líquido extracelular ocasionada pela diurese, verifica-se tendência à diminuição do fluxo sangüíneo renal, preparando o estágio para o aumento de reabsorção pelo túbulo proximal.

Indicações:

A Furosemida é indicada no tratamento da hipertensão arterial leve e moderada, edema devido a distúrbios cardíacos e de queimaduras e também de outras origens, pacientes com problemas hepáticos e renais, eclâmpsia e intoxicação por barbitúricos.

Contra-Indicações:

A Furosemida é contraindicada na insuficiência renal com anúria, pré-coma e coma hepático, hipopotassemia severa, hiponatremia severa, hipovolemia, com ou sem hipotensão e em pacientes com histórico de hipersensibilidade aos componentes da formulação.

Precauções:

Controlar os níveis plasmáticos de sódio e potássio, em pacientes portadores de insuficiência hepática e naqueles com uso do medicamento por um período prolongado de tempo. Administrar a droga com prudência, em pacientes que possam apresentar retenção urinária aguda.

Interações Medicamentosas:

A Furosemida é contra-indicada quando um glicosídio cardíaco for administrado concomitantemente, devendo ser lembrado que a deficiência de potássio ou magnésio, aumenta a sensibilidade do miocárdio aos glicosídios cardíacos.

No caso de medicação concomitante com glicocorticóides, carbenoxolona (anti-ulceroso) ou de abuso de laxantes, deve ser lembrado o risco de uma perda aumentada de potássio. O alcaçuz atua da mesma maneira que a carbenoxolona.

A Furosemida pode potencializar os efeitos nefrotóxicos de certos antibióticos (por exemplo, aminoglicosídeos e polimixinas). Devido a isso, deve ser usada com cautela, em pacientes com comprometimento renal induzido por antibióticos.

A Furosemida deve ser utilizada com cautela também em associação com medicamentos como: aminoglicosídeos, epinefrina e norepinefrina, salicilatos, teofilina, relaxantes musculares, antiinflamatórios não-esteróides, fenitoína, probenecida e sulcrafato.

Posologia:

Via Oral: 1 a 2 comprimidos ao dia, conforme orientação médica. A dose pode ser aumentada à critério médico, até que a resposta terapêutica adequada seja obtida.

Superdose:

O sintoma de intoxicação pela Furosemida, é a desidratação com quadro delirante. Devem ser efetuadas reposições de líquidos e a correção do balanço eletrolítico. O tratamento recomendado é a monitorização das funções metabólicas. Em pacientes com obstrução à micção, garantir a manutenção do fluxo urinário. Sondar os pacientes com disfunção aguda da bexiga, decorrente de diurese excessiva, em portadores de obstrução urinária (por exemplo, dilatação prostática).

Reações Adversas:

As anormalidades do equilíbrio hidroeletrolítico constituem as formas mais comuns de toxicidade clínica, enquanto os efeitos colaterais não relacionados à ação primária dessa droga são muito raros. A hiperuricemia é relativamente comum; todavia, na maioria dos pacientes, representa pouco mais que uma anormalidade química.

Outras reações incluem distúrbios gastrintestinais (com ou sem sangramento), redução dos elementos figurados do sangue, exantemas cutâneos, parestesias e disfunção hepática. Distúrbios circulatórios com sintomas de hipovolemia tais como: sensação de pressão na cabeça, cefaléia, tontura, secura da boca ou distúrbio da visão e alteração da regulação circulatória ortostática, causada por excessiva diurese.

Além disso, em casos extremos pode levar à perda de água corporal (desidratação) e, como conseqüência, ao volume sangüíneo circulatório reduzido (hipovolemia), a um aumento na concentração do sangue (hemoconcentração), podendo causar trombofilia, especialmente em pacientes idosos. Pode ocorrer sensibilidade cruzada entre a Furosemida e outras Sulfonamidas. Sendo a Furosemida contra-indicada em pacientes com coma hepático e insuficiência renal com anúria.

Similares:

Furesin, Furosemide, Lasix, Novosemida, Rovelan, Unipax, Uritol