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Lafepe vai firmar novas PDPs para produção de três remédios

O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) vai assinar termo de compromisso com o Ministério da Saúde até abril deste ano para desenvolvimento, via Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP), dos remédios darunavir, dolutegravir (ambos antirretrovirais para tratamento de Aids) e oseltamivir (antiviral contra o vírus H1N1). A estimativa inicial de investimento por parte do Lafepe é de R$ 40 milhões em cinco anos para compra de equipamentos, insumos e treinamento de pessoal para a fabricação no Estado.

As PDPs consistem em parcerias entre laboratórios públicos e privados. Por cinco anos (tempo considerado ideal para a conclusão da parceria), o laboratório público passa a fornecer os medicamentos da empresa privada ao Ministério da Saúde. Neste período de tempo, absorve a tecnologia necessária para iniciar a produção por conta própria. Após a assinatura do termo de compromisso, é necessário o registro do produto no Brasil e a assinatura de contrato com a empresa privada.

A perspectiva é de que o contrato para PDP do darunavir, produto da Janssen (divisão farmacêutica da Johnson & Johnson), seja assinado logo após o termo de compromisso. O Lafepe tem a possibilidade de ampliar o faturamento com o darunavir em R$ 150 milhões, um incremento de 50% da receita atual, se começar a transferência de tecnologia até 2019.

Já as PDPs do dolutegravir e do oseltamivir devem começar em 2020. A previsão é que os contratos sejam assinados em 2019 e 2020 com os laboratórios Blanver e Cristália, respectivamente. Hoje, o Ministério da Saúde gasta em torno de R$ 195 milhões com os dois medicamentos. “Em 2020, o faturamento do Lafepe pode dobrar por causa destas três novas PDPs”, afirma o diretor Comercial do Lafepe, Djalma Dantas.

PDP

Em 2017, o Lafepe foi o primeiro laboratório do País a concluir todas as etapas de uma PDP com o psicotrópico clozapina, usado no tratamento de esquizofrenia e transtorno bipolar. No mesmo ano, as produções de outros dois psicotrópicos, a quetiapina e olanzapina, também foram internalizadas.

O preço deste último produto, em cinco anos, caiu 70% com a PDP. Segundo o Lafepe, esses produtos ajudaram o laboratório a ter superávit em 2017 em relação a 2016. O balanço ainda está sendo fechado. Hoje, a produção é de 60 milhões de comprimidos desses psicotrópicos. Este ano, o laboratório se prepara para suprir toda a demanda do ministério, que hoje é de 170 milhões de comprimidos.

Além disso, o Lafepe possui PDP em andamento para fabricação do ritonavir, outro antirretroviral. Ano passado, houve incremento de R$ 39 milhões no faturamento do Lafepe com o início da transferência de tecnologia. Outra parceria é para desenvolver o “dois em um”, que une dois antirretrovirais, o lamivudina e o tenofovir, em um só remédio. Em 2019, o Lafepe inicia o fornecimento desse produto ao Ministério da Saúde.

 

Fonte: JC