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Produção em alta escala

Responsável por cerca de setenta por cento dos tuberculostáticos que o Ministério da Saúde distribui para todo o país, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco – LAFEPE – voltou a produzir, após uma paralisação de sete meses, a fabricação dos tuberculostáticos Isoniazida + Rifampicina; Pirazinamida e Isoniazida após concluir as obras de reforma em sua fábrica.

Até o final do ano serão fabricadas vinte milhões de cápsulas do compostos. Fizemos uma paralisação estratégica para adequar nossa fábrica às novas normas que foram estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa. Durante o período em que suspendemos a fabricação dos tuberculostáticos não houve problema de abastecimento ao Programa de Pneumologia do Ministério da Saúde, do qual nós somos parceiros, explicou o presidente do LAFEPE, Luiz Alexandre Almeida. A produção de tuberculostáticos faz parte da política de responsabilidade social do LAFEPE que prioriza as doenças negligenciadas.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo de Koch, atinge principalmente os pulmões, e é transmitida por meio da tosse, espirro ou escarro de pessoas contaminadas. Ao contrário das outras doenças negligenciadas a tuberculose é uma moléstia que está presente em todo o mundo. Em Pernambuco são registrados cerca de 4,5 mil novos casos a cada ano. Destes, entre 300 e 400 evoluem para óbito, deixando o Estado em segundo no ranking nacional de mortes decorrentes da doença, sendo superado apenas pelo Rio de Janeiro. No Recife, cerca de 111 pessoas são atingidas pela tuberculose para cada 100 mil habitantes.

O número é dez vezes maior que a incidência considerada limite pela Organização Mundial de Saúde OMS e corresponde ao dobro da média do País. Após a conclusão da reforma, uma equipe da Gevisa/PE visitou e inspecionou as novas instalações da fábrica, onde constatou as condições técnicas e operacionais para a fabricação da linha de tuberculostáticos