Pernambuco e Goiás estudam parceria na produção de medicamentos

O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes – Lafepe – recebeu a visita do Secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Moura Vilela. Também vieram na comitiva o superintendente executivo, Halim Antônio Girade, e o diretor Comercial da Indústria Química de Goiás (Iquego), José Macedo de Araújo.

O grupo foi recepcionado pelo secretário de Saúde de Pernambuco,  Iran Costa, que identificou oportunidades de parcerias, entre Pernambuco e Goiás, nas áreas técnica, de cooperação científica e na produção de medicamentos.  “Atualmente, a nossa secretaria empenha 109 milhões, por ano, na compra de medicamentos de alto custo. A cooperação entre laboratórios oficiais pode auxiliar na otimização de gastos para as políticas de saúde pública e no atendimento a novos nichos de mercado”, ressaltou Iran Costa que também destacou o pioneirismo do Lafepe na produção dos antirretrovirais e a experiência promissora no fornecimento dos óculos para estudantes da rede estadual, pelo Programa Boa Visão.

No laboratório pernambucano, a comitiva recebeu informações sobre a produção de medicamentos e óculos, sobre as etapas das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo com o laboratório privado Cristália e das certificações da Anvisa conquistadas pelo laboratório, nos últimos nove meses, para o setor de embalagens e da produção de comprimidos.

A comitiva percorreu o parque fabril, conhecendo a Divisão de Sólidos, os dois almoxarifados e a Divisão de Ótica que apresenta capacidade produtiva mensal de 4 mil óculos. O grupo encerrou a visita conhecendo as novas instalações da  Farmácia Lafepe do bairro de Dois Irmãos.

 

400 mil comprimidos para pacientes com o Mal de Chagas

Seguiu para o Ministério da Saúde, em Brasília, o primeiro lote de 2016 do Benznidazol, produzido no LAFEPE para os pacientes com o Mal de Chagas. O lote possui 250 mil comprimidos de 100 mg, na apresentação para adultos, e chegará à população através do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, conquistada para a fábrica de sólidos, o laboratório volta a produzir esse medicamento, sem restrições. A falta da CBPF restringiu, por dois anos, o fornecimento a organizações internacionais. É que muitos países endêmicos só adquirem o medicamento se o laboratório fabricante possuir o certificado emitido pela agência reguladora, no caso, a Anvisa.

 

Nos próximos dias, 150 mil comprimidos serão adquiridos por outros países. A comunidade internacional vai ser atendida através das seguintes entidades: DNDI, OPAS e Médicos Sem Fronteiras. Outros três lotes, com 400 mil comprimidos cada, devem ser repassados pelo LAFEPE, aos países endêmicos, ainda este ano.

 

PRODUTIVIDADE – O LAFEPE absorveu do laboratório Roche a tecnologia de produção do Benznidazol e produz, com exclusividade, a dosagem pediátrica. É único laboratório público, no mundo, a fabricar as duas apresentações (para crianças e adultos). Já forneceu ao Ministério da Saúde 2 milhões e 250 mil comprimidos. Cumpre contrato para este ano de mais 550 mil, com capacidade para demandas superiores. Atende diversos países, em todo o mundo, por meio de organizações internacionais. A Venezuela e o México adquirem o medicamento diretamente com o laboratório pernambucano. Também há demanda de instituições que desenvolvem pesquisas sobre o tratamento de doenças negligenciadas.

 

Países atendidos por meio da OPAS:

Bolívia; Paraguai; Equador; Colômbia; Venezuela; Honduras; El Salvador e Chile

Total distribuído para esses países…………… 4.171.500 comprimidos

 

Países atendidos por meio do MSF:

Colômbia; Bolívia; Paraguai e México

Total distribuído para esses países……………1.167.800 comprimidos

 

Países atendidos pelo DNDI:

Bolívia e Argentina

Total distribuído para esses países……………..223.500 comprimidos

 

De 2008 até agora, o LAFEPE já produziu e distribuiu cerca de oito milhões de comprimidos do Benznidazol – 100 mg – em todo o mundo.

 

 

HISTÓRICO – O Mal de Chagas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é uma das 17 doenças tropicais negligenciadas, sendo causada pelo parasita Trypanossoma cruzi e transmitida principalmente por insetos conhecidos por barbeiros. É endêmica em 21 países da América Latina, onde, de acordo com a Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDI),  há cerca de 6 milhões de pessoas infectadas e uma previsão de 70 milhões de pessoas em risco de contrair a doença. Ainda segundo a DNDI, menos de 1% das pessoas infectadas recebem tratamento.

Lafepe tem padrão Anvisa de Boas Práticas

A fábrica de comprimidos conquistou certificação Anvisa. O resultado foi divulgado em relatório apresentado a técnicos do laboratório, na sede da Apevisa – Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária.

O documento foi produzido após dois dias de inspeção dos técnicos da Anvisa e Apevisa e a decisão será publicada no Diário Oficial da União, nos próximos dias.

A Certificação de Boas Práticas de Fabricação é requisito básico para a produção e comercialização do Lafepe. Com a CBPF, o laboratório fica habilitado a renovar e solicitar registros de novos medicamentos. Também ficam garantidas as condições de internalização das etapas das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP`s) . Essas parcerias envolvem a cooperação, mediante acordo, entre instituições públicas e privadas para desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia em produtos estratégicos para atendimento às demandas do SUS.

O reconhecimento do padrão de referência legitima a credibilidade da marca LAFEPE, viabilizando o atendimento às políticas de saúde pública e  fortalecendo o crescimento do laboratório em novas parcerias comerciais.

NOVA GESTÃO – A notícia da CBPF chegou na mesma semana em que assumiu o novo diretor-presidente do laboratório. O administrador Roberto Fontelles tem como foco investimentos em ações que fortaleçam a função social do LAFEPE. Diante das certificações de Boas Práticas de Fabricação, Fontelles visa ao reaquecimento das fábricas, na produção de medicamentos voltados, principalmente, às políticas de saúde pública. Na meta de bem servir à população de baixa renda, com produtos de qualidade a preços baixos, o planejamento da nova gestão também  contempla o  reabastecimento da cesta básica  de medicamentos das 37 farmácias da rede, além de parcerias que possibilitem a ampliação do acesso da população aos produtos LAFEPE.

Laboratório chega aos 51 anos em mudança de gestão

A equipe esteve reunida, na última sexta-feira, para comemorar o aniversário do LAFEPE, em clima de despedida. Ao mesmo tempo em que os colaboradores compartilharam o bolo de aniversário, o diretor-presidente, José Fernando Uchôa, apresentou as ações realizadas durante a gestão dele.
Em um ano e cinco meses, R$ 7 milhões foram investidos na requalificação, modernização de plantas fabris e almoxarifados,aquisição de equipamentos, em cumprimento às normas da Anvisa. Também houve investimentos na capacitação e reciclagem dos colaboradores, além da criação do centro de treinamento. O novo cenário viabilizou a conquista de duas certificações: a do setor de embalagens e a da produção.
O presidente agradeceu o empenho de toda a equipe em cada etapa das conquistas e ainda relembrou as ações para a melhoria do clima organizacional, entre elas, a implantação de datas comemorativas e do programa qualidade de vida.
No mesmo evento, foi lançado o mascote Lafepito e houve a primeira apresentação do coral Vozes do LAFEPE.

Equipe Lafepe na 13ª Corrida das Pontes

O evento foi no último dia 20 e fez parte das comemorações dos 479 anos da Cidade do Recife. O LAFEPE esteve representado com 13 atletas. Abaixo, tabela com as colocações, por ordem de classificação entre os corredores do laboratório. A participação dos colaboradores é apoiada pela atual gestão como parte de um projeto que visa incentivo aos atletas da casa. Os  investimentos na preparação, inscrição e confecção dos padrões contam com o aporte financeiro  de fornecedores. A qualidade de vida é foco da missão LAFEPE; tanto na produção para fortalecimento das políticas de saúde pública, quanto na preocupação com o bem estar dos que integram o laboratório.

 

 

Vem aí kit de teste rápido para arboviroses

 

 

 

 

 

 

O Brasil ganhará, nos próximos meses, um novo  kit de teste rápido  para identificar, em até 15 minutos, se uma pessoa já foi infectada pelo vírus Zika, Dengue e Chikungunya. A tecnologia é totalmente nacional e está sendo desenvolvida através da parceria do LAFEPE com  a empresa de alta tecnologia FK-Biotecnologia S.A., de Porto Alegre, do Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul – LAFERGS e da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico – BAHIAFARMA. O lançamento foi no dia 01/03, em Porto Alegre.

De acordo com os pesquisadores, a tecnologia consiste em coletar o sangue do paciente com uma lanceta no dedo da mesma forma que um teste de glicose. A amostra de sangue é coletada automaticamente e separada. Ao reagir com diferentes componentes (antígenos e anticorpos), produz um resultado que pode ser lido visualmente, semelhante aos testes de gravidez de farmácia. Após 15 minutos, um painel irá demonstrar se a pessoa já teve contato ou está infectada com algum dos três vírus. Resultado positivo para qualquer um dos vírus poderá determinar a imunidade da pessoa para aquele vírus. Esse conhecimento deve auxiliar no manejo de gestantes ou mulheres que desejam engravidar, por exemplo.

Para a o desenvolvimento do produto, será constituído um Grupo Executivo composto por dois representantes de cada parte, com a finalidade de conduzir um estudo inicial de maneira conjunta. O prazo para apresentação da proposta de desenvolvimento da ferramenta será de 90 dias. E, em até nove meses, estará disponível para a população.

O objetivo é disponibilizar o kit para a rede pública através de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), além de suprir também o mercado privado.

Para o presidente do LAFEPE, José Fernando Uchôa, os laboratórios se uniram no sentido de dar respostas mais ágeis para a população. Francis Reisdorfer, diretor de Qualidade da BAHIAFARMA, acrescenta que a parceria vem ao encontro de fazer essa rede em todo o país, otimizando os recursos e dividindo conhecimento entre os laboratórios.

Com investimentos em torno de R$ 5 milhões, os pesquisadores ressaltam a importância do desenvolvimento de uma tecnologia nacional para esse diagnóstico. A importância se dá pelas características locais da epidemia, que é diferente de outros países. Além disso, dispor de tecnologia no país para atender esse tipo de epidemia é fundamental para a soberania tecnológica do Brasil.

 Os resultados do trabalho conjunto poderão ser transformados em proposta de parceria nos moldes dos projetos de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), podendo inclusive ser encaminhada ao Ministério da Saúde para avaliação.

Segundo Paulo Mayorga, Diretor do LAFERGS e presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), todas as partes reconhecem a existência de uma janela de oportunidades no desenvolvimento de ferramentas para o combate ao Aedes Aegypti e o caráter estratégico para a saúde pública de soluções tecnológicas de diagnose rápida para a infecção epidêmica pelo ZIKA.

De acordo com os pesquisadores, serão necessários inicialmente 200 mil testes, em todo o Brasil, para auxiliar no controle da epidemia de Zika.

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