Estratégia eleva faturamento

Matéria veiculada na Folha de Pernambuco, dia 09/07/2007 SÃO PAULO (Folhapress) – As iniciativas para concorrer com os genéricos parecem ter dado resultado. A linha de OTC, que respondeu por R$ 162 milhões dos R$ 480 milhões faturados pela Bohering no ano passado, deverá chegar a R$ 190 milhões neste ano, com incremento de quase 20%. A receita proveniente das grandes redes de farmácia passou de 15% do total do faturamento em 2006 para 20% até maio.

A expectativa é chegar a 25% até o fim do ano. Com relação à redução dos descontos dos medicamentos, o consumidor chegou a sentir diferença no bolso, como aconteceu com o analgésico Anador. Em alguns lugares, o aumento chegou a 15%. Mesmo assim, a empresa vendeu mais. A explicação é que, com o aumento no poder de consumo, a tendência do consumidor é optar por marcas conhecidas. Segundo o anuário “Mídia Dados’’, os investimentos publicitários do setor farmacêutico passaram de R$ 583 milhões em 2005 para R$ 793 milhões no ano passado, com crescimento de quase 40%.

A tendência é a de aumento ainda maior neste ano. A Mantecorp, por exemplo, iniciou, neste ano, uma intensa campanha de divulgação de sua marca, depois de acabar a joint venture com a americana Schering-Plough, no ano passado. Já a Bayer Health Care passa por reestruturação antes de aumentar seus investimentos em propaganda, reposicionando as equipes no varejo. “As equipes faziam ações com os distribuidores e passaram a atuar diretamente com o varejo’’, diz Rubens Antonio, diretor da área de cuidados com o consumidor da Bayer.

Multinacional que fechar parceria com o Lafepe

A multinacional BioCen, representada pelos diretores executivos Guilherme Ramos e o cubano Daniel Ortega, estiveram hoje (06), pela manhã, reunidos com o diretor técnico industrial do Lafepe, Dr. Davi Santana juntamente com o superintendente técnico Leduar Guedes e o coordenador de produção Marco Aurélio.

O motivo da visita foi a possibilidade de uma parceria do laboratório pernambucano com a multinacional. “Eles chegaram até nós devido a consolidação do nosso nome não apenas em Pernambuco, mas em todo o País. Não é novidade que o Lafepe, hoje, é referencia nacional na fabricação de medicamentos”, disse Davi Santana. Ainda de acordo com o diretor técnico industrial, uma grande parceria pode surgir em pouco tempo.

“Este tipo de parceria é de interesse nosso e do Governo do Estado. Vamos estudar tudo com muita calma. Mas o que posso adiantar é que, caso se concretize, será muito bom não só para nosso estado, mas para todo o Brasil”, adiantou.

Redução para remédio da Aids

Matéria veiculada no Diario de Pernambuco – 05/07/2007 Brasília- O Ministério da Saúde anunciou ontem um acordo com o laboratório farmacêutico Abbott para reduzir em quase 30% o preço dos comprimidos do Kaletra, o segundo medicamento para Aids mais usado no país.

A redução vai representar uma diminuição de aproximadamente R$ 23 milhões por ano no programa de compra de medicamentos do ministério. Depois de anunciar, há dois meses, o licenciamento compulsório (quebra de patente) de outro anti-retroviral, o Efavirenz, do laboratório Merck, o governo divulgou ainda que está em negociação com outras duas empresas para redução de custos de outros produtos.

De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o ministério está fazendo um levantamento dos custos individuais de todos os chamados medicamentos excepcionais, remédios de alto custo financiados pelo governo federal. A intenção é comparar os preços cobrados do governo brasileiro pelos laboratórios e o que é cobrado em outros países.

O ministério abriu negociações com o laboratório Novartis sobre medicamentos para câncer e com o laboratório Brystol, que procurou por iniciativa própria o governo brasileiro para renegociar preços.

Chega ao País lote de genérico

Matéria publicada em 27.06.2007 pelo Jornal do Commercio O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem que já chegou ao País o primeiro lote de genéricos do remédio Efavirenz, produzidos na Índa e para pacientes com aids.

A encomenda foi entregue dois meses após o governo brasileiro ter decretado a licença compulsória do medicamento produzido pelo laboratório Merck. Os medicamentos serão distribuídos pelo Programa Nacional DST-Aids, em setembro. Nesse primeiro lote, o Brasil recebeu 3,378 milhões de comprimidos, além de 108 mil cápsulas destinadas ao tratamento pediátrico.

Curso aborda novas tendências em Farmacologia

Matéria veiculada no site folhape.com.br 19/06/2007 Estão abertas as inscrições para o curso de extensão “Atualização em Farmacologia”, que acontece entre 2 e 20 de julho, no Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFPE. As aulas acontecerão de segunda a sexta-feira, sempre das 17h às 21h, e serão ministradas pelos professores Almir Wanderley e Maria do Carmo.

Entre os tópicos abordados estão Farmaccinética, Farmacodinâmica, Farmacologia do SNA, Farmacologia do SNC, Farmacologia da Inflamação, Uso e Abuso de Drogas, Interações Medicamentosas, Reações Adversas de Drogas, Estudo de Casos Clínicos além da resolução de questões de concursos, perfazendo uma carga horária total de 60 horas.

O curso é destinado a alunos e profissionais da área de saúde e as inscrições estão sendo realizadas no Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFPE, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h ao preço de R$ 100,00 para estudantes e R$ 150,00 para profissionais. Informações: Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFPE (81) 2126.8530

Remédio barato em rede de supermercado

Matéria da Folha de Pernambuco publicada no dia 14/06/2007 Farmácia Bompreço baixa preços de 404 genéricos A partir de hoje, 404 medicamentos genéricos, vendidos nas drogarias da rede de varejo americana Wal-Mart, em sete regiões do País, passam a ser comercializados ao público por até R$ 9,90. A redução em 88% no preço desses produtos é fixa e abrange as 30 lojas do grupo em Pernambuco, distribuídas na Região Metropolitana do Recife, em Caruaru e Petrolina, localizadas em áreas de hiper e supermercado.

No Estado, a empresa mantém as farmácias Bompreço e Todo Dia, oferecendo 600 composições genéricas. O desconto atinge, principalmente, remédios de uso contínuo para tratamento de diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. O programa de genéricos a preços populares foi lançado ontem, em São Paulo, por gestores do Wal-Mart. Segundo comparativo apresentado em coletiva aos jornalistas no Recife, por meio de videoconferência, uma caixa de 30 comprimidos do anti-hipertensivo genérico Captopril (50 miligramas), por exemplo, chega a custar R$ 30,54. Na nova tabela da campanha, essa mercadoria passa a custar R$ 9,90.

O mesmo valor para o antibiótico genérico Ciprofloxacino, de 500 miligramas e com seis unidades, que normalmente alcança R$ 31,64 no mercado convencional. Os genéricos mais baratos podem ser encontrados por R$ 2,90, como o antidiabético Metformina (500 miligramas e 30 cápsulas), geralmente ofertado a R$ 6,98. De acordo com o vice-presidente do Wal-Mart no Brasil, Carlos Fernandes, o barateamento foi possível graças a negociações com laboratórios farmacêuticos. “Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o brasileiro gasta 5,41% de sua renda com saúde, no entanto, os mais pobres aplicam 60% do orçamento em medicamentos. Sendo que 50% da população já abandonou seu tratamento por falta de condição, conforme pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde). Por isso nossa iniciativa”, disse.

O presidente do Wal-Mart, Vicente Trius, hesitou em dar detalhes sobre o investimento aplicado para reduzir o preço dos genéricos, apenas revelou que R$ 250 mil serão empregados em peças publicitárias. O setor farmacêutico garante, ao grupo, um faturamento anual de R$ 300 milhões, dentro de sua receita líquida de R$ 12,9 bilhões. Os genéricos representam 7% das vendas nas cinco farmácias da rede. O objetivo, com o desconto, é atingir a média nacional de 12%.

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