Governador Eduardo Campos entrega 3ª farmácia de sua gestão

A cidade de Caruaru, localizada no Agreste Central e distante 134 quilômetros do Recife, receberá, no próximo dia 21 (sábado), às 15h, mais uma unidade comercial do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (LAFEPE). A nova farmácia, localizada na Rua Tupi, 49, no bairro do Salgado, será a segunda do LAFEPE na cidade de Caruaru a qual já conta com uma unidade no centro da cidade. Ela funcionará de segunda a sexta-feira das 8h às 17h e aos sábados das 8h às 12h e contará com dois atendentes e um farmacêutico diariamente. A estimativa é que sejam atendidas cerca de 10 mil pessoas/mês.

Esta será a terceira farmácia a ser inaugurada pelo governador Eduardo Campos em menos de um mês. Antes, a cidade de Bonito e a estação central do Metrô foram contempladas com novas unidades farmacêuticas. Com mais esta nova aquisição o número de farmácias da rede LAFEPE em Pernambuco sobe para 35 sendo 18 no interior e 17 na capital e Região Metropolitana. Lá, os usuários poderão usufruir 220 medicamentos que fazem parte do mix de produtos das farmácias do LAFEPE. Destes, 33 são de fabricação própria e 187 são genéricos adquiridos pelo LAFEPE através de licitação pública.

De acordo com o presidente do LAFEPE, Luciano Vasquez, o número de atendimentos praticamente dobrará. “Nossa unidade do centro já atende cerca de 11 mil pessoas por mês. Com mais essa unidade no Salgado, que é um dos bairros mais populosos da cidade, vamos dobrar o atendimento para uma população de cerca de 290 mil pessoas, que é a estimativa populacional de Caruaru”, comemorou Vasquez.

Até o final do ano a diretoria do LAFEPE, juntamente com Governado Eduardo Campos, pretende inaugurar mais três unidades nas cidades de Afogados da Ingazeira, Bom Conselho e Lajedo fechando em 38 unidades. “Estas obras estão em ritmo acelerado. Além destas três que já estão praticamente concluídas, ainda estamos estudando a possibilidade de construir mais duas farmácias para terminar o ano com 40 lojas em pleno funcionamento”, disse Luciano.

Para se ter uma idéia dos preços praticados pelo LAFEPE, a Vitamina C, que também está entre os medicamentos comercializados em suas filiais, com 30 comprimidos de 500 mg, é vendida ao preço de R$ 4,20. Este produto é encontrado em farmácias particulares pelo preço médio de R$ 14,20.

A rede de farmácias LAFEPE atende, atualmente, cerca de 300 mil pessoas por mês, com valor médio do cupom fiscal de R$ 3,70, o que comprova o atendimento às classes sociais menos favorecidas.

Presidente do Lafepe e Governador de Pernambuco inauguram mais uma farmácia

O presidente do Lafepe, Luciano Vasquez, juntamente com o Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, inauguraram, na manhã desta segunda-feira (09), mais uma farmácia do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe). Desta vez, a nova unidade está localizada na estação central do metrô, no centro da capital pernambucana. Com esta mais nova aquisição, sobe para 34 o número de farmácias do Lafepe em Pernambuco. A diretoria do Lafepe está em ritmo acelerado no que se refere à inaugurações. Em menos de uma semana esta foi a segunda unidade a ser inaugurada pela diretoria juntamente com o Governador Eduardo Campos.

O evento contou com a presença do diretor comercial Oséas Moraes, a deputada federal Ana Arraes, o ex-presidente do Metrorec Sileno Guedes, o presidente da EMTU Dílson Peixoto e da secretária de Saúde do Recife, Tereza Campos, que na ocasião representou o prefeito João Paulo.

O presidente do Lafepe enfatizou durante todo o evento, a importância estratégica da farmácia da estação Central. “Circulam por aqui, diariamente, 30 mil pernambucanos e pernambucana. Temos um estudo que aponta que poderemos realizar 8 mil atendimentos por mês aqui no metrô. Isso mostra nossa preocupação em levar medicamentos à população carente e que realmente precisa do remédio”, disse Luciano Vasquez em seu pronunciamento.

Para o Governador Eduardo Campos, a qualidade e o baixo custo dos medicamentos do Lafepe geram uma economia significativa para o consumidor. “Imaginem aquelas pessoas que precisam tomar remédios diariamente como é o caso dos que sofrem de pressão alta. Devido aos baixos preços do Lafepe o contribuinte não precisará fazer esforço ao ponto de ter que tirar dinheiro da comida para obter o remédio”, disse.

Eduardo Campos também garantiu que antes do São João a nova unidade do bairro do Salgado, em Caruaru, será inaugurada. Segundo Vasquez afirma que a unidade já poderá ser inaugurada o quanto antes. “Já estamos com tudo pronto só esperando o ok do Governador”, comentou.

Lafepe inaugura nova unidade em Bonito

Na próxima quarta-feira (04), às 15h, será inaugurada na cidade de Bonito a primeira farmácia do Lafepe na gestão do governador Eduardo Campos. A unidade, situada na Av. Joaquim Nabuco n.30, Centro, atenderá cerca de 139 mil habitantes provenientes não apenas de Bonito, mas das cidades vizinhas como Cortês, São Joaquim do Monte, Sairé, Camocim de São Félix, Barra de Guabiraba e Bezerros. Estima-se que a nova filial terá atendimento médio de 5.000 pessoas. O evento contará com a presença do Governador de Pernambuco juntamente com o presidente do Lafepe, Luciano Vasquez.

A trigésima terceira unidade do estado disponibilizará cerca de 220 medicamentos entre genéricos e produtos do Lafepe. Dentre o mix de remédios que serão comercializados, destacam-se os anti-hipertensivos, ati-diabéticos, vitaminas, analgésicos e antitérmicos. O prédio de 80 metros quadrados contará com três funcionários (um farmacêutico e dois atendentes) para servir à população.

Segundo o presidente do Lafepe, serão inauguradas ainda neste ano mais cinco farmácias do laboratório pernambucano. “Estamos bem encaminhados nas unidades de Afogados da Ingazeira, Bom Conselho, Lajedo, Caruaru e na estação central do Metrô do Recife. Nossa idéia é fazer com que a população tenha acesso ao medicamento barato e de qualidade os quais produzimos”, disse Luciano Vasquez.

O Lafepe fabrica medicamentos que chegam às mãos do consumidor até 1.400% mais baratos do que os comercializados pela rede privada. O anti-hipertensivo Captopril, por exemplo, custa R$ 1,20 a caixa com 10 comprimidos de 25 mg. No mercado privado o mesmo medicamento custa em média, R$ 14,20. A unidade de Bonito funcionará de segunda à sexta-feira das 8h às 17h e aos sábados das 7h às 12h.

Cientistas buscam nova droga contra o mal de Chagas

Grupo da Universidade Federal de Pernambuco sintetizou 4 substâncias inibidoras do Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença. Os compostos não são tóxicos para células de mamíferos

Da Redação

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sintetizaram quatro substâncias inibidoras do Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas. Os compostos, segundo o estudo, não são tóxicos para células de mamíferos. Os resultados abrem perspectivas para o tratamento da tripanossomíase. É que a droga atualmente administrada aos pacientes da parasitose é eficiente apenas na fase aguda.

O objetivo dos cientistas, ligados ao Departamento de Ciências Farmacêuticas, é conseguir substâncias anti-chagásicas que funcionem tanto na fase aguda da doença quanto na crônica e com efeitos colaterais mais brandos. Para a coordenadora do estudo, Ana Cristina Lima Leite, os quatro compostos caminham nesse sentido. “As moléculas mostraram capacidade de inibir o parasito sem apresentar toxicidade elevada para células de mamíferos quando comparado ao benzonidazol”, afirma a farmacêutica.

O bezonidazol é o único fármaco disponível para o tratamento da doença de Chagas. “Tem excelentes taxas de cura na fase inicial da doença, sendo eficiente em crianças e na infecção congênita (transmitida da mãe para o filho)”, afirma Diogo Magalhães Moreira, que testou os compostos durante pesquisa para conclusão do mestrado em Ciências Farmacêuticas da UFPE, concluída este ano. “Mas os efeitos colaterais podem resultar na interrupção do tratamento”.

O farmacêutico lembra que, devido ao difícil diagnóstico da doença, a maior parte dos pacientes é conduzida à fase crônica. “Nesse estágio, a doença de Chagas não tem cura e pode levar à morte na maioria dos casos. Daí a importância do desenvolvimento de novos medicamentos”, diz. A fórmula do benzonidazol é estudada, desde 2001, pelo Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe).

As novas moléculas, acreditam os pesquisadores da UFPE, agem através da inibição da enzima cruzaína. A enzima, presente no Trypanosoma cruzi, é essencial para a sobrevivência do protozoário. A inibição chegou a 100%, segundo Diogo Moreira. “Demonstramos que essa classe de compostos possui ação contra mais de uma forma do parasito. Também foi capaz de inibir cepas do Trypanosoma cruzi que possuem certa resistência ao benzonidazol.”

A resistência do protozoário à droga tem origem na reinfecção dos pacientes. É que a reinfecção contribui para o surgimento de cepas resistentes. Outra desvantagem do benzonidazol, segundo Diogo Moreira, é contar com apenas uma formulação farmacêutica, que são comprimidos com 100 miligramas. “Isso diminui a eficácia do tratamento para crianças, que têm como dose recomendada 25 miligramas por dia. E também para idosos, que em alguns casos têm dificuldade de deglutir o comprimido.

Matéria publicada no Jornal do Commercio – PE em 08/04/2008

HIV se ‘esconde’ no organismo por pelo menos sete anos, diz estudo

Mesmo após uso contínuo de coquetel de drogas, vírus subsiste em níveis baixíssimos.
Cientistas suspeitam que o patógeno esteja se refugiando em células de vida muito longa.

Por Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Reprodução

Imagem de microscópio mostra vírus HIV no plasma
do sangue (Foto: Reprodução)

O acompanhamento de pessoas que tomam há mais de sete anos o coquetel de drogas contra o HIV acaba de demonstrar como esse inimigo da humanidade é duro na queda. Usando técnicas sofisticadas para detectar níveis mínimos do vírus da Aids, cientistas americanos mostraram que ele nunca desaparece totalmente do organismo. Embora sua presença caia para quantidades baixíssimas, erradicá-lo completamente continua sendo impossível.

A equipe capitaneada por Sarah Palmer, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, descreve as preocupantes descobertas na edição desta semana da revista científica americana “PNAS”. Para os pesquisadores, tudo indica que o HIV está se “escondendo” no interior de células de longa vida. Essas células seriam uma fonte viral constante e de baixa intensidade, de forma que, se por algum motivo o paciente relaxar a guarda, seria fácil para o vírus da Aids voltar à ativa.

Palmer e seus colegas utilizaram técnicas que vão além da sensibilidade dos testes de Aids mais comuns. Enquanto o normal é que o vírus pareça “indetectável” quando sua presença cai abaixo de 50 partículas virais (as “cópias” do vírus) por mililitro de sangue, os pesquisadores usaram um teste que “pesca” até a quantidade ínfima de menos de uma cópia de vírus por mililitro. Outra novidade do estudo é o tempo de acompanhamento dos 40 pacientes, que chegou a sete anos de amostragem constante.

Fases da infecção
O principal achado da equipe foi a observação de que o HIV não perde a força no organismo de forma linear. Enquanto nas primeiras semanas de tratamento com o coquetel contra a Aids a contagem de vírus pode cair de 83 mil por mililitro de sangue para apenas 50 partículas virais por mililitro, eram necessários vários meses para a nova diminuição (para cerca de 10 cópias virais).

Depois disso, praticamente não havia mudanças, independentemente do tempo de tratamento. Cerca de 80% dos pacientes continuava com pelo menos uma cópia do vírus por mililitro de sangue, mesmo após tomar o coquetel durante sete anos.
O que explicaria essa queda em degraus na quantidade de vírus? Para os cientistas, o mais provável é que cada fase esteja associada a um compartimento diferente de células que o HIV infecta. Enquanto a maioria delas é de vida curta e acaba morrendo, algumas poucas continuam a produzir novas partículas virais quando se dividem. Um indício desse fato é que, nos infectados de longo prazo, a maior parte do HIV encontrado é o clone de um único vírus que conseguiu sobreviver aos medicamentos.

Agora, os pesquisadores querem identificar essa subpopulação “imortal” de células para tentar, de alguma forma, erradicar os últimos vestígios do HIV. Do contrário, “é improvável que a erradicação aconteça durante o tempo de vida de um paciente usando-se apenas drogas antivirais”, escrevem eles.

Matéria publicada no site globo.com, no dia 11 de março de 2008.

Gel anti-Aids será testado em tecidos humanos

Da Agência Estado
Em São Paulo
O desenvolvimento de um microbicida nacional contra o vírus da Aids, o HIV, desenvolvido a partir de uma alga marinha, avançou mais uma etapa. A substância começará a ser testada em tecidos humanos. A patologista Patrícia Ocampo está na Saint George”s Medical School, em Londres, onde aprende a técnica para testar o produto em fragmentos de tecido do colo do útero, extraídos durante cirurgias.

A idéia é trazer a tecnologia para o país para agilizar a pesquisa, desenvolvida há cinco anos numa parceria do Instituto Oswaldo Cruz, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) e do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde.

A proposta dos pesquisadores é que a mulher utilize o microbicida, em forma de gel, creme ou espuma, antes da relação sexual e, assim, bloqueie a contaminação pelo HIV. Mas, para saber se a substância cumpre essa função, é preciso testá-la antes em tecido humano.

Técnica

A técnica que está sendo aprendida em Londres permite que o tecido seja retirado quando a mulher é submetida a uma pequena cirurgia, por conta de alguma alteração no colo do útero. Os pesquisadores passam, então, a infectar o tecido e utilizam o microbicida para bloquear a infecção.

Se os testes derem o resultado esperado, tanto em Londres quanto no Rio, o microbicida começará a ser testado em seres humanos em 2009. A previsão é que o produto possa ser comercializado a partir de 2013. A alga estudada é encontrada em alguns pontos da costa brasileira e pertence a uma família com ação antiviral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicado no site Uol

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