Prêmio CNI

O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco – LAFEPE – conquistou o primeiro lugar no PRÊMIO CNI 2005, categoria \”Parcerias para Inovação Tecnológica\” , modalidade \”Universidade-Empresa\”, por meio do projeto \”A Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos no LAFEPE\”.

O PRÊMIO CNI é o reconhecimento da Confederação Nacional da Indústria às empresas que buscam melhores resultados por meio da inovação e criatividade, com foco no desenvolvimento sustentável, designe, parcerias para inovação tecnológica e produtividade. Em mensagem enviada à Confederação Nacional da Indústria, o Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou o prêmio conquistado pelo LAFEPE, observando que: \”Entre os justamente premiados, chamou-me a atenção a inclusão do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco, instituição pública, fato a demonstrar que tanto o setor privado como o público podem ter organizações eficientes. É apenas questão de vontade, seriedade, estabelecimento de metas e determinação\”.

O PRÊMIO CNI 2005, na etapa nacional, foi dividido em quatro categorias e doze modalidades: Parcerias para Inovação Tecnológica – Universidade-Empresa; Instituto de Pesquisa-Empresa; Redes de Pesquisa-Empresa. Qualidade e Produtividade – Processo Produtivo; Produto; Micro e Pequena Indústria. Design – Gestão do Design; Design de Produto; Micro e Pequena Indústria. Desenvolvimento Sustentável – Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade; Produção Mais Limpa; Gestão Ambiental.

O diretor-técnico, Leduar Guedes, representou o LAFEPE na festa de entrega de prêmios, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – FIRJAN – no Teatro do SESI. \”O LAFEPE na sua missão institucional promove o acesso da população ao medicamento. Com esta visão foi criada, em 1997, a Coordenadoria de Pesquisa e Desenvolvimento dentre suas metas promove parcerias com os Programas de parcerias com os Programas de Pós-graduação, publica trabalhos científicos e participa de eventos científicos relevantes.

Suas linhas temáticas envolvem as doenças negligenciadas, os anti-retrovirais, produtos biotecnológicos e medicamentos de alto custo\” , destacou o diretor-técnico, Leduar Guedes. Como resultado, o LAFEPE tem trabalhos realizados com várias universidades federais, os quais originaram vinte e uma dissertações de mestrado. Em andamento existem três projetos de doutorado e sete dissertações. Há também colaborações internacionais: Universidade de Santiago de Compostela e Universidade do Porto.

Os projetos recebem fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq; da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPE; da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES.

Lafepe lança antiinflamatório

O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco – LAFEPE – colocou no mercado, após 18 meses de estudos e testes, o Diclofenaco de Potássio, um antiinflamatório vem enriquecer o elenco de 67 medicamentos que já são produzidos pelo segundo maior laboratório oficial do país dentro de sua política social que é de fabricar remédios para beneficiar a população de baixa renda.

O Diclofenaco de Potássio é o primeiro antiinflamatório a ser fabricado pelo LAFEPE que colocou um milhão de unidades a disposição dos consumidores. O produto, que foi analisado e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – tem ação analgésica e encontra-se a disposição da população nas trinta e duas farmácias populares do LAFEPE, sendo dezesseis na Região Metropolitana e dezesseis em Cidades do Interior.

\”De início fabricamos um lote de um milhão de comprimidos, que estão sendo comercializados em envelopes com dez unidades, mas quem vai definir a nossa produção é a necessidade do mercado\”, comentou Leduar Guedes, diretor-técnico do Laboratório que fez um comparativo dos preços dos antiinflamatórios existentes no mercado, fato que ressalta a política social do LAFEPE.

A diferença de preço chega a até 900%. Nas farmácias convencionais, a cartela com vinte comprimidos custa, em média, R$ 8,50. O genérico, com a mesma quantidade, pode ser encontrado por R$ 6,30. Uma cartela do antiinflamatório fabricado pelo LAFEPE, com dez comprimidos, está sendo comercializada por R$ 0,45.

Lafepe apóia Programa mais Vida da Unilever

O LAFEPE disponibilizou suas duas unidades móveis oftalmológicas para a Prefeitura de Araçoiaba, e durante cinco dias foram realizados mais de quatrocentos exames oftalmológicos na população através do Projeto Mais Vida. O Projeto Mais Vida é financiado pelo Instituto Unilever, e tem como objetivo a melhora da qualidade de vida dos habitantes de vida das cidades por meio da elevação do seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

O município de Araçoiaba tem um dos menores IDH do estado. O projeto Mais Vida vem sendo desenvolvido na cidade desde o ano passado, e está programado para durar até 2007. \”Dificilmente disponibilizamos nossas duas unidades móveis para um mesmo lugar, mas como precisávamos respaldar o Projeto Mais Vida liberamos as duas viaturas e a resposta que obtivemos foi bastante positiva\”, explicou o diretor comercial do LAFEPE, Carlos Alberto Barbosa. Uma das metas do projeto no município é alfabetizar 2500 pessoas.

Apesar do bom andamento na prática das ações, foi observado que muitos dos habitantes sentiam dificuldade no aprendizado. \”Observamos que muitas pessoas tinham problema na visão, daí a dificuldade no aprendizado\” , comentou Sílvio Freitas, um dos coordenadores do programa de alfabetização.

Para equacionar o problema, a Prefeitura de Araçoiaba e o Instituto Unilever convidaram o Serviço Oftalmológico de Pernambuco \”SEOPE\” e o LAFEPE, para, em parceria, realizarem exames oftalmológicos na população. O LAFEPE disponibilizou suas duas unidades móveis e, durante cinco dias, os oftalmologistas Danielle Cabral, Mirele Souza Leão e Luiz Felipe Lynch, atenderam mais de quatrocentas pessoas. \”Com estas unidades do LAFEPE tivemos a oportunidade de fazer um atendimento bastante expressivo. Procuramos orientar os nossos pacientes e, os casos de cirurgia encaminhamos para a Prefeitura\” , ressaltou o Dr. Luiz Felipe.

Produção em alta escala

Responsável por cerca de setenta por cento dos tuberculostáticos que o Ministério da Saúde distribui para todo o país, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco – LAFEPE – voltou a produzir, após uma paralisação de sete meses, a fabricação dos tuberculostáticos Isoniazida + Rifampicina; Pirazinamida e Isoniazida após concluir as obras de reforma em sua fábrica.

Até o final do ano serão fabricadas vinte milhões de cápsulas do compostos. Fizemos uma paralisação estratégica para adequar nossa fábrica às novas normas que foram estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa. Durante o período em que suspendemos a fabricação dos tuberculostáticos não houve problema de abastecimento ao Programa de Pneumologia do Ministério da Saúde, do qual nós somos parceiros, explicou o presidente do LAFEPE, Luiz Alexandre Almeida. A produção de tuberculostáticos faz parte da política de responsabilidade social do LAFEPE que prioriza as doenças negligenciadas.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo de Koch, atinge principalmente os pulmões, e é transmitida por meio da tosse, espirro ou escarro de pessoas contaminadas. Ao contrário das outras doenças negligenciadas a tuberculose é uma moléstia que está presente em todo o mundo. Em Pernambuco são registrados cerca de 4,5 mil novos casos a cada ano. Destes, entre 300 e 400 evoluem para óbito, deixando o Estado em segundo no ranking nacional de mortes decorrentes da doença, sendo superado apenas pelo Rio de Janeiro. No Recife, cerca de 111 pessoas são atingidas pela tuberculose para cada 100 mil habitantes.

O número é dez vezes maior que a incidência considerada limite pela Organização Mundial de Saúde OMS e corresponde ao dobro da média do País. Após a conclusão da reforma, uma equipe da Gevisa/PE visitou e inspecionou as novas instalações da fábrica, onde constatou as condições técnicas e operacionais para a fabricação da linha de tuberculostáticos

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